Ou grito ou vomito
Existe aquele momento que você para e diz: – Estou ficando velha! E eu estou falando esta frase para mim mesma.
A partir de que momento eu comecei com isso? De ficar velha?
Eu tenho me sentido velha desde o momento em que passei a não entender a juventude de hoje. Verdade, não estou entendendo os jovens de hoje, claro, estou ficando velha!
Tudo começou no réveillon , exatamente no dia 31 de dezembro. Triste dia foi esse!
Estávamos, eu e minha família, naqueles momentos que antecede a zero hora. Depois de todos arrumados, esperávamos o jantar, daí, sabe como é, o papo afrouxa e liga-se a televisão. A intenção era até que boa, ouvir algumas músicas, aquelas que a televisão transmite para nos deixar mais felizes, para nos divertir.
A televisão ligada, ninguém prestando muita atenção, apenas uma voz que falava ao longe num acorde musical sem muita elaboração. De repente o silêncio; comecei a prestar atenção e o que pude ouvir foi um monte de letras que colocam os jovens como “artigos de uso e descarte”.
Dá pra imaginar eu, aos 50 anos, ouvindo: “Se a mulherada já topa, imagina na copa”, ou “Faz o que quiser comigo na imaginação. Homem do teu tipo eu uso, mas se chega lá eu digo não”? Só pude pensar: estou velha mesmo! Ao mesmo tempo, pensei: quem compra estas músicas? Ninguém compra... tolinha eu!
Seguindo a cartilha de virada na praia, fui à praia para ver os fogos de artifício, e o que vejo? Fogos de artificio e jovens de fogo (embriagados)... fogo, fogos, fogo, mais ou menos nesta ordem!
Não podia ficar por aí? Não!!! A velha aqui tinha que pôr mais lenha no fogo.
Olhei ao redor, não precisei forçar muito meus olhos cansados, e percebi como as pessoas estavam se comportando. A propósito, elas não estavam se comportando da forma que fui educada. Afinal, minha educação caiu de moda.
Meninas lindas jogadas na areia bêbadas e com roupas vulgares. Meninos lindos fumando maconha e se esfregando nas meninas lindas!
A cena geral foi uma mistura de embriagues, drogadição, vulgaridade, exposição, oferecimento e falta de educação. As músicas combinavam com a realidade que estava eu vendo. Tudo se interligava, música com comportamento. Realmente a arte imita a vida!
Ninguém precisa concordar comigo, claro que não! Difícil mesmo é eu entender os jovens; preciso rever meus valores arcaicos, fora de padrão. Como não tive tempo para isso, fiquei com duas escolhas: – ou grito ou vomito. Fiz os dois!
Acesse e curta minha Fan Page: https://www.facebook.com/WalneiArenqueoficial

Nenhum comentário:
Postar um comentário